quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Brincadeiras Infantis nas Aulas de Matemática"

Kátia Smole em seu livro "Brincadeiras Infantis nas aulas de Matemática", nos diz o seguinte: "A ação pedagógica em matemática organizada pelo trabalho com o lúdico e em grupo não apenas propicia troca de informações, mas cria situações que favorecem o desenvolvimento da sociabilidade, da cooperação, do respeito mútuo entre os alunos, possibilitando aprendizagens significativas. Acreditamos que a forma de viabilizar um trabalho assim é utilizar brincadeiras infantis."
Isto reforça a idéia que em matemática, utilizar brincadeiras infantis como atividade freqüente significa abrir um canal para explorar idéias referentes a números de modo bastante diferente do convencional.
Enquanto brinca, a criança pode ser incentivada a realizar contagens, comparações de quantidades, identificar algarismos, adicionar pontos que fez durante a brincadeira, perceber intervalos numéricos, isto é, iniciar a aprendizagem de conteúdos relacionados ao desenvolvimento do pensar aritmético.
O brincar proporciona oportunidades de perceber distâncias, desenvolver noções de velocidade, duração, tempo, força, altura, além da geometria com suas noções de posição no espaço, de direção e sentido, discriminação visual, memória visual e formas geométricas. É muito importante estimular o registro pictórico depois das brincadeiras.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

JOGOSXMATEMÁTICA!

Os jogos constituíram sempre uma forma de atividade inerente ao ser humano. Entre os primitivos, a atividade da dança, pesca, lutas eram tidas como de sobrevivência, ultrapassando muitas vezes o carater restrito de divertimento e prazer natural. As crianças, nos , jogos participavam de emprendimentos técnicos e mágicos, o corpo e o meio, a infância e a cultura adulta faziam parte de um só mundo. Esse mundo podia ser pequeno, uma vez que os jogos caracterizaram a própria cultura, a cultura era a educação, e a educação r´presentava a sobrevivência.
Na Grécia Antiga, o maior pensador, Platão, afirmava que os primeiros anos da criança deveriam ser ocupados com jogos educativos, praticados em comum pelos dois sexos, sob vigilância e em jardins de criança. Segundo ele e todo o pensamento grego da época, a educação propriamente dita deveria começar aos sete anos de idade.
Rousseau, nos diz que "Em todos os jogos em que estão persuadidas de que se trata apenas de jogos, as crianças sofrem sem se queixar, rindo mesmo" claramente podemos constatar a importância dos jogos na construção de conhecimento pela criança, pois através dele ela sofre mudanças, enfrenta obstáculos e alcança superação de forma alegre e prazerosa.

MATEMÁTICA...

"Se a matemática é tão difícil para muitas crianças é porque ela é imposta a elas sem qualquer consideração pela forma que aprendem ou pensam"

A Construção do conceito de número foi tema do projeto que trabalhei no estágio no semestre passado, e como já mencionei diversas vezes tinha pânico das aulas de matemática e quando me tornei professora procurei mudar a triste realidade que havia vivenciado, pesquisei, li, encontrei através dos jogos uma forma divertida de fazer matemática, nas minhas muitas buscas vi que muitos autores e milhares de outros profesores já buiscavam o mesmo objetivo, mas continuei e criei minhas próprias formas de aprender a matemática, pois meus alunos eram e são unicos e cada um possui uma realidade diferente. As muitas leituras só me fizeram solidificar o desejo de ensinar matemática de forma simples divertida e construtiva.
Constance Kamii, em sua afirmação acima só reforça em mim o triste realidade que vivi, pois pensava não saber matemática, mas na verdade não fui orientada de forma correta, lembro quando aprendi os números , o 1, era para passar o lápis nos pomtinhos e desenhar e pintar um objeto, e cada número a atividade era a mesma. Percebi que fui substimada, pois desta forma a professora não pensou na minha grande capacidade de construir meu próprio conceito, através de materiais concretos, jogos.

"TRABALHO DE CONCLUSÃO!

Nossa! Estou a mil na realização de meu trabalho, muitas leituras, busca, entrevistas e incontavéis anotações. Mas estou trabalhando em um assunto que é meu chão EDucação Infantil e Matemática, são temas que me encantam e me dão o maior prazer em ler, pesquisar sobre. Meu trabalho será sobre " A Construção do Número através da Ludicidade na Educação Infantil"
De acordo com as descobertas de Jean Piaget, o conceito de número não pode ser transmitido, pois é um conceito que deve ser construído pela criança por meio de um processo que envolve amadurecimento biológico, as experiências vivenciadas e os estímulos e informações recebidos do meio no qual a criança está inserida.
Através de pesquisas pode-se ver que ao longo da história da humanidade o ser humano construiu seus conceitos matemáticos através da utilização de objetos concretos. Lembro das minhas aulas de história no ensino fundamental, onde tinha uma professora que em suas aulas nos fazia viajar pelo história, eram aulas incríveis e inesquecíveis, onde vimos diversos filmes e lemos em livros que o homem utilizava sim de objetos como pedras, sementes, pedaços de pau para contar seus pertences e delimitar seus territórios. Penso quem os ensinou a contar a realizar desta forma os meios de controlar o que possuía? Na idade da pedra havia professor? Acredito que não, os conceitos matemáticos foram sendo construídos gradativamente até chegarmos aos dias de hoje com este imenso avanço tecnológico. O que ocorreu com o ser humano no passar da história acontece nos dias de hoje com a criança no decorrer de sua in´^ncia até atingir outra fase, onde também utiliza de materiais concretos para construir seu raciocínio matemático

sábado, 12 de junho de 2010

O Estágio acabou, mas a matemática...

Hoje posso dizer que é lamentável que o estágio acabou, foram momentos de dedicação e de um novo ânimo em minha vida profissional. No começo confessei várias vezes que esta temeroza quanto ao estágio, mas ao longo dos dias me tornei uma nova professora, este estágio trouxe um "UP" em minha vida docente, parei pra pensar, refleti sobre o que eu estava fazendo, como poderia melhorar, como poderia auxiliar meus alunos a aprenderem, brincarem de forma construtiva, enfim terem uma lembrança da "Profe" da Educação infantil.
Estou a nove anos trabalhando com educação infantil e minhas pilhas estavam fracas, o lema "Deixa brincar" estava se apropriando de mim,frases como, "São pequenos, deixa brincar...", "Essas pobres crianças ainda tem uma vida de escola pela frente, não exige muito, deixa brincar...", "Coitadinhos passam o dia aqui, deixa brincar..."
Pensava muito sobre a faixa etária, o tempo que passavam na escola, o tempo que ainda teriam que frequentar a escola, priorizava o carinho, pegar no colo, brincar junto, já que sei que sentem falta dos pais e também tenho um filho na mesma escola, então tenho olhos de professora e de mãe, posso ver os dois lados. Enfim com o estágio fui aos poucos descobrindo e aprendendo, claro que toda criança tem direito de brincar, e porque não brincar com a matemática? e porque não brincar com jogos dirigidos? fora da sala? porque não sair da rotina dos brinquedos da sala ou de casa e não tornar a brincadeira além de divertida, construtiva? Pois é foi isso que fiz, iniciei meu estágio com atividades, procurei envolver a família, aproximá-la da escola, com relatos, com troca de informações e pedir que as crianças trouxessem e deixassem transparecer a realidade na qual estão inseridos, foi muito bom, confeccionamos o álbum da família, as crianças se envolveram e fizeram belíssimos trabalhos.Realizando leituras encontrei em NEGRINE (1994),que afirma em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil que "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica". Segundo esse autor, é fundamental que os professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação com o ambiente familiar e sociocultural, para formular sua proposta pedagógica.
Realmente o conhecimento que o trabalho me proporcionou das vivências anteriores das crianças fez com que eu tivesse uma nova visão de meus alunos, procurei com isto realizar novas e diferentes atividades e através dos jogos consolidei meu estágio, a matemática então me trouxe uma luz, para mim era um bicho papão, tinha medo da matemática, resolvi então transformar meu medo em aprndizagem para meus alunos e acreditem, a matemática é algo sensacional!!!!! Estou amando a matemática, fico envergonhada, mas aprendi com meus alunos!
Como é fácil aprender números e as operações, eles já sabem adicionar e subtrair!!!!
Me alegro pois quando chegarem no ensino fundamental vão tirar de letra!!!
Meu estágio acabou, mas meu projeto NÃO!!!! Vou continuar com este projeto, mas claro inovando, buscando novas informações, atividades e aceitando sugestões!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Verdadeira matemática!!!!

Estas fotos são momentos de realização de um jogo matemático onde as crianças primeiro confeccionaram o material(bolinhos de massinha) e após realizaram a atividade. Foi muito empolgante!!!!






" Como mencionei em meu projeto, gostaria de apresentar aos meus alunos a matemática de uma forma não tão "apavorante', como eu mesma aprendi, pois confesso que tinha e ainda tenho um pouco de horror a matemática, questionava-me sempre como para alguns colegas era tão fácil e simples, pois é claro a matemática é uma ciência exata, aprender certas operações e para mim os números não entravam na cabeça? Esta indagação me perseguiu até me tornar uma professora e realizar leituras e "enfim descobrir" que não aprendi corretamente a construção do conceito de número, lembro das folhinhas mimeografadas com um maravilhoso cheiro de álcool que continham o numeral e do lado um balão com a quantidade e a orientação era pintar, pintar e pintar. A cada dia nos era apresentado um número e pronto: "Minhas crianças já sabiam contar de um a dez e conheciam os números, este conteúdo já estava dado" e infelizmente ouvi e ainda escuto tal expressão quase 25 anos depois. Mas eu sofri na pele e decidi não cometer o mesmo erro! Queria e quero mostrar aos meus alunos , as minhas crianças o quanto são inteligentes e o quanto é fácil a matemática, conseqüentemente o quanto é maravilhoso estar na escola, pois confesso que tal frustrações em relação a matemática me desestimulavam e tinha dias que não queria ir a escola, se a professora anunciasse um conteúdo novo ou alguma atividade que eu não gostava ou melhor não sabia meu coração disparava, tinha uma imensa vontade de chorar, pois as vezes ela me explicava novamente, outras vezes dizia que já havia explicado e o que eu estava fazendo na aula se não prestava atenção! Nossa um horror!!! Mas todas estas coisas me levaram a seguir outro caminho e não cometer o mesmo erro, adoro as aulas que estou realizando, a cada jogo me realizo, fico alegre com as descobertas e conquistas de meus alunos e é incrível como demonstram gostar e como parece fácil aprender matemática, as aulas são agitadas mais alegres e as crianças demonstram prazer em estar na escola. Não contenho minha alegria, na sala dos professores chego a ser chata ao elogiar e falar de meus alunos, mas vejo o quanto gostam de estar ali, pois isto me comove já que passam o dia inteiro na escola. Ao realizar algumas leituras descobri uma obra onde Freinet, através de sua teoria, comprova o momento que vivencio, pois ele diz que "a escola ativa é a escola onde a criança sente prazer em estar participa, expõe suas idéias e as atividades partem do interesse das crianças, esta é a escola atual" (Freinet, 1979). Sinto-me participante de um processo onde minha sala tem se tornado a escola atual, não sei se ideal, mas é isso que procuro transformar aqueles momentos em momentos inesquecíveis onde as crianças aprendam e construam seus saberes. Iniciei meu projeto com um tema e hoje minhas crianças dão sugestão para que eu possa realizar meus planejamentos, os jogos foram solicitações deles e atualmente são realizadas com freqüência, as aulas são divertidas e produtivas. É muito gratificante estar relatando tal situação, confesso que meu projeto não acabará, estenderei até quando a turma quiser e aceitar. Penso que conforme surgirem novos desafios iremos acrescentar, adaptar e inserir em nosso projeto".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A importância do Lúdico!

Ao longo do estágio, procurei desenvolver atividades que estivessem de acordo com meu projeto e atendessem as necessidades de meus alunos, desta forma priorizei o lúdico.
Confesso que fiquei um pouco temerosa,pois por muito tempo o lúdico, o brincar foi trabalhado nas escolas apenas com a finalidade de recreação, por isso me embasei em Piaget que elencou ações e reações a partir dos estágios do desenvolvimento infantil e de possibilidades para cada faixa etária. A partir dos dois anos, as crianças entram no mundo do faz-de-conta, dos símbolos e reproduzem gestos, músicas e falas, por isso as brincadeiras devem valorizar a imaginação.
Comprovei o que foi mencionado no páragrafo anterior com meus alunos, pois em diversos momentos um simples lápis se tornou um aviãozinho, bolinhas de massinha de modelar se tornaram deliciosos bolinhos.Pedaços de papel, eram notas de real e com eles compramos e vendemos, foi mágico, pois na brincadeira conhecemos os números e sem perceber de maneira divertida estávamos aprendendo a tal temida(por mim) matemática!